Black&White + Yellow // Week

Esse post além de ser uma extensão daquele que vocês pediram sobre lojas favoritas é também um resumo do que rolou por aqui essa semana.

Em algum dos primeiros posts aqui no thaiste.com eu comentei que mal esperava pra comprar uma Instax 210. Bom… Com algumas prioridades levou alguns meses, mas finalmente chegou a minha vez e como prometi que compartilharia com vocês.. aqui está. A compra foi feita na Urban Oufitters, que como já comentei com vocês, é uma das minhas lojas favoritas. Ah! e melhor: tá toda em promoção. Tá tudo praticamente pela metade do preço por lá.

Quando fui pra trazer a câmera nova pra casa, não resisti em dar uma olhada na loja toda. Isso resultou na compra dessa “to-go jar” que eu amei, porque já tava precisando de algo assim, já que sempre trago algo pra beber no quarto e morro de medo de derramar pelo carpete. Não terei mais esse problema.

 

O Vans eu comprei em outra das minhas mil lojas favoritas de sapatos: Schuh. Não sei se ela tem em outro canto, mas a que eu sempre vou é na Oxford st. também. É grande, sempre tá com preços ótimos e tem uns sapatos bem diferentes da All star, Fred Perry, Toms, Vans… Esse modelo que comprei foi amor a primeira vista, por parecer um oxford e ser preto com branco. Amei e acho que já é um dos meus favoritos. Lá tem esses modelos bem diferentes que eu nunca vejo online ou em outras lojas, por isso é bom sempre dar uma passada por lá e conferir. Indicada.

Meu novo amor tem formato de mochila, é usada como bolsa e tem cor amarela. Essa mochilinha de couro que eu comprei essa semana na ALDO, (melhor loja de bolsas e sapatos de marca própria) já virou uniforme. Desde que saí da Oxford street com ela ela não sai mais das minhas costas. Tá complicado! apesar do amor ser grande, tô começando a ficar sem roupas que dêem certo com esse amarelão haha. Enfim, eu indico essa loja umas dez vezes se for preciso. Principalmente agora que tá com coleção de verão e as bolsas e sapatos estão numas cores lindas. Essa bolsa que comprei tinha nessa cor e na coral pra quem tiver interesse. Se quiser dar uma olhada nas coisas novas por lá, é só acessar nline! Lá também tem pulseiras (a maioria das minhas pulseiras são de lá), óculos, leggings (sim), chapéus, cintos, lenços…

//WEEK

Agora mudando um pouco de assunto sem ir muito longe…

Minha loja favorita pra CDs, DVDs, Blu-Ray e essas coisas é a HMV, também na Oxford street. É enorme e sempre tem edições e boxes especiais. Nunca resisto dar uma passada por lá. Os preços daqui pra esse tipo de coisa é muito mais barato que no Brasil, então sempre que encontro algo especial, não perco a oportunidade.
Mas a oportunidade dessa vez foi diferente. Essa semana uma das minha Top 10 bandas favoritas, 30 Seconds to Mars anunciou DO-NA-DA que estaria pela HMV assinando o álbum novo quem comprasse e estivesse na loja. Resultado: depois da aula corri pra loja, comprei o álbum novo (Up in the Air, lindo por sinal) e me juntei a um grupo de no máximo 15 pessoas e uma galerinha da imprensa. 20 minutos depois? Tinha um milhão de pessoas. Tive a sorte de ter corrido pra lá assim que vi o tweet deles anunciando isso e só por isso fiquei na fila e esperei, já que tava bem na frente do que tinha se tornado uma fila quilométrica que dava voltas dentro da loja. Uma hora depois mais ou menos, a banda aparece lá e finalmente assinam os álbuns das pessoas na minha frente. Nem um pouco simpáticos. Quando chegou na minha vez eu não podia ficar calada e soltei um “Vou te ver no Rock in Rio” pro Jared Leto. Ele olhou pra mim, deu um sorriso e falou “no way!”, confirmei que era sério e que era brasileira, ele assinou meu cd, estendeu a mão pra me cumprimentar e soltou um “a gente se vê lá então né?!”. Minha vontade era de cair pra trás. Meninas, por favor, concordem comigo que aquele homem é uma coisa de outro mundo. Não posso ser a única. M-e a-c-h-e-i depois que ele falou comigo, porque ele não tinha falado ou muito menos apertado a mão de mais ninguém naquele dia. haha voltei aos meus 10 anos de idade sendo “fã” assim!

Pra melhorar, quando eles estavam saindo da loja formou-se um tumulto sem fim de meninas gritando ao redor deles. Mas adivinhem quais foram as únicas palavras do senhor Leto enquanto eu me movia desconfortavelmente entre mil meninas pra conseguir tirar uma foto dele? “Bye Brazil!” quando olhou, lembrou de mim e estendeu a mão pra dar um “soquinho” na minha. Minha reação foi: nenhuma. Aliás, minha reação foi olhar pra todas as britânicas que me encaravam e se perguntavam “brazil, how come brazil??? ham?” sorrir e sair dali. Podem me chamar de idiota, mas me achei o máximo. HAHAHA. Momentos que Londres me proporciona que eu jaaaamaaais esquecerei. Ps. na foto que eles postaram no instagram oficial da banda dá pra ter noção do quanto a loja ficou lotada depois. E aliás, dá pra me ver na foto heuaeha.

Agora já falando de gente famosa por perto e situações que só Londres me proporciona…
Por que não a gravação de um comercial em frente a minha casa, com produção de cinema e personagem principal sendo Kevin Bacon? Por que não, né Londres?

Semana passada recebemos uma carta sem muitos detalhes, só avisando que um comercial seria gravado na nossa rua e um pedido de que não estacionássemos o carro na rua nesse dia. Pensei: “ok, deve ser de manhã, uma pena… nem vou estar por perto pra ver”. Errada. Tava saindo de casa na quarta-feira a tarde quando encontrei um milhão de equipamentos de gravação na sala da minha casa. “wtf?” perguntei pra minha host-mom e ela explicou que o pessoal da produtora que gravaria o a propaganda na nossa rua pediu permissão pra usar nossa casa pra guardar os equipamentos deles enquanto o resto da produção não chegava. Claro! por que não? afinal quero trabalhar com isso e quanto mais perto/envolvida eu estivesse naquilo, melhor pra mim! Enfim, dois caminhões de equipamentos chegaram, o “set” (calçada da frente da minha casa) já tava todo montado e os atores já escutavam as instruções quando desce de um carro Kevin Bacon. Minha reação foi rir, quando finalmente lembrei dessa linha de comerciais que ele faz um papel muito retardado por sinal, que eu sempre via no cinema. Enfim, depois de muito “action!”, muita gente dançando conga e muita conversa trocada com o pessoal da produção e um pouco com o próprio, foi hora de receber agradecimentos pela ajuda, trocar contatos e dar tchau. Foi um dia muito foda. Ter contato direto com alguns dos melhores profissionais da minha área, produtores, diretores, gente da maior agência de londres, trocar informações, mostrar um pouco do meu conhecimento sobre aquilo e ser elogiada por gente que tem cargos dos meus sonhos e receber até apoio foi lindo. Também nunca esquecerei. Jamais! Já com o Kevin Bacon não tive muita oportunidade nem interesse em conversar de fato, além de deixá-lo usar o banheiro da minha casa. Sim. Mas e daí né. Pra quem perguntou pq eu não tirei foto com ele a resposta é: eu não tive nem um pingo de interesse. Prefiro mil vezes o “soquinho” do Jared Leto do que uma foto com o “Sebastian Shaw”. Pra quem quiser saber qual era a propaganda, era uma pro 4G da operadora “EE” daqui. E segue a mesma linha dessa (que eu assisto antes de todos os filmes que vou ver no cinema): http://www.youtube.com/watch?v=2F0hDjoPHU0

Agora mudando um pouco de assunto/país…

Muita, muita muita gente veio me perguntar se fui ao encontro de brasileiros em apoio aos protestantes no Brasil aqui em Londres. A resposta é: não, não pude ir. 😦
Tava no curso da hora do encontro, mas fiquei sabendo que foi uma coisa linda de morrer. Todos os ingleses são a favor dos brasileiros protestando e até comentam que não entendiam porquediabos os brasileiros não tinham feito isso antes.
Eu não tô no Brasil nesse momento histórico do nosso país, mas quero comentar aqui algumas coisas:
Você que fica com a bunda sentada em frente ao computador twittando o quanto “é idiota protestar”, que isso tudo não vai dar em nada, que tá entendiada(o) com esse assunto ou que tá só rindo da cara dos manifestantes porque na sua cabeça eles estão lutando sem causa: é de pessoas assim que o país não precisa e foi por gente assim que ele ficou a bosta que ficou. São vocês que falam merda das manifestações que tem todo o meu repúdio, que pode não ser nada, de fato, mas tem o repúdio dos milhares e milhares que estavam e estão no meio da rua pedindo por direitos que alguns deles nem mesmo precisam. E isso sim é uma grande coisa, é uma coisa gigante. Eles que estão lá por um país mais justo. Estão lá por mais que isso tudo não mude nada. Eles pelo menos levantaram a bunda da cadeira e tentaram. Eles têm todo o meu respeito.
Eu nunca quis tanto estar no Brasil quanto eu queria estar nesses últimos dias. Tô muito orgulhosa desses manifestantes e queria ter feito parte disso. E como todos, sou contra qualquer tipo de vandalização, mas queria dizer que na minha humilde opinião, uns carrinhos queimados num protesto que deu mais de 70 mil pessoas, não é nada. Ainda há esperança de um país melhor.
Gente, não tô aí pra ir pra rua, mas vão pra rua por mim! Não parem ♥

Como comentei antes: aqui na frente de casa, se vê de tudo! A imagem de hoje foi dessa kombi fofinha aqui na frente. Achei linda!

Enfim, isso é tudo… Bom final de semana pra quem merece!

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Sobre Quarta-feira, Camden Town, Quinta-feira e Rain room w/ Mariana

QUARTA-FEIRA 02/01

Esse ano começou todo lindo né? Como já postei aqui antes, minha segunda pra terça foi mais que tranquila, mas terça a tarde foi dia de combinar a Quarta-feira com a Mariana.
Mariana é a minha daquelas histórias de amizade formadas através do Instagram haha. Conheci ela por lá há um booom tempo e sempre amei as fotos dela, e vice-versa. Ela é mexicana e resolveu vir passar o final (e começo) de ano aqui em Londres, então a gente não perdeu a oportunidade de sair juntas pela cidade conversando muito, conhecendo lugares novos lindos e tirando fotos.
O programa da Quarta-feira foi ir a Camden Town (praticamente minha segunda casa) porque estávamos meio indecisas sobre onde ir. Na dúvida, escolhemos Camden por ter um mercado onde poderíamos fazer umas comprinhas, por ter muuuita comida pra matar nossa fome, por ter lugares lindos pra apontar nossas câmeras e por ter ótimos cafés para pararmos e descansarmos um pouco. E como sempre, dito e feito!

Ao chegar lá, aconteceu o que sempre acontece comigo: começou a chover. Não vou dizer que atrapalhou a visita, mas teria sido 50% melhor sem a chuva, já que o mercado é ao ar livre.
Mas mesmo com a chuva, demos a volta pelo mercado enquanto deu tempo e depois fomos atrás de um lugar legalzinho e fechado para almoçarmos. Encontramos o Lock 17, lugar calmo e confortável pra pararmos e comermos nosso burguer de almoço. Deu pra conversar bastante por mais de uma 1 hora e nos prepararmos pra mais uma volta.

Mais algum tempo depois, com o tempo esfriando e o dia virando noite (aqui tá escurecendo depois das 15:30 já), paramos pra um café no Costa mesmo, cafeteria que tem em toda esquina por aqui.
Pegamos uma mesinha coberta na calçada e descansamos um pouco.

O tempo que passamos lá foi o suficiente pra fazer amizade com um cara da mesa ao lado, que gostava de fotografia e tinha em mãos pelo menos 3 câmeras diferentes. Conversamos sobre fotos, câmeras digitais, lomográficas e principalmente sobre a Instax da Mariana, que é perfeita. Um dia com ela e fui convencida que preciso ter essa câmera. É de fato muito divertido isso de tirar uma foto e ter ela em mãos no mesmo minuto. Assim que eu encontrá-la por aqui, comprarei.

Tendo Camden por visto e com o resto do dia (que já era escuro como noite) livre, pensamos em alguns cantos pra ir que tivesse um fácil acesso a volta pra casa. E maaaais uma vezes, fui parar na Oxford street. Ela queria conhecer a Topshop londrina, então pra lá resolvemos ir. A loja ainda tava com algumas sessões half-price e nos renderam algumas comprinhas. 2 blusas pra falar a verdade. Uma camiseta pra mim e uma blusa linda pra ela.

Com a loja ficando cheia demais, hora de mais umas voltas pela Oxford. Encontramos o lugar que já estávamos procurando há algum tempinho, o tal do Ben’s cookies. Um lugar pequeno só pra venda de cookies e de todo tipo que se pode imaginar. Os cookies? perfeitos. Você compra e eles ainda são quentinhos, derretem na boca. Aff, tô escrevendo isso e babando por um agora.
Depois de sentar e comer mais uma vez, fomos a uma Jessops comprar filmes pra eu finalmente testar a minha Diana Mini no outro dia. Depois disso, hora e voltar pra casa e combinarmos o que fazer na quinta-feira! Nos despedimos de mais um dia ótimo e voltamos a nossas respectivas casas.

Chegando em casa, foi hora de colocar o filme na Diana, ver as fotos que renderam durante todo o dia da digital, descansar e dormir logo, pra conseguir acordar cedo e aproveitar mais o dia seguinte. :))

QUINTA-FEIRA 03/01
Queue, Rain room and more pics

O decidido pra Quinta-feira foi visitar o famoso Barbican Centre.
O Barbican centre é um centro de artes aqui em Londres, situado em Barbican state, local que foi destruído por bombardeamentos lá na Segunda guerra mundial. O centro é lindo, completo e um dos maiores da Europa, me apaixonei pelo lugar. O centro pertence, claro, à City of London corporation, nomeada a terceira maior fundação de artes do Reino Unido e é lá onde fica a sala concerto sede da Orquestra sinfônica de Londres! Informações interessantes a parte, fomos visitar o grande centro com o objetivo principal de conhecer o Rain Room. Vou resumir o que isso significa: o Rain room é, como diz o nome, um lugar fechado com chuva. Pera, deixa eu tentar de novo. O quarto chuva fica dentro da sala Curve do Barbican, e é uma experiência “4D” que envolve arte, ciências, tecnologia e até um pouco de psicologia comportamental. Mas acho que vou explicar isso mais lá na frente.

Chegando e conhecendo um pouco do centro de artes, foi hora de ir pra fila de 3 horas de espera pra entrar na sala Curve. 3 horas é muito, mas até que passou rapidinho. Lá tem outra Costa cafeteria, onde compramos nossos lanchinhos pra enfrentar a tal fila. Sentadas esperando, conversamos, comemos, tiramos fotos e rimos das crianças que estavam por lá até chegar nossa vez. Finalmente entramos em grupo na Curve e já conseguíamos ver as pessoas debaixo da chuva fazendo movimentos estranhos, mas mesmo assim sem se molhar.

Vou tentar explicar mais uma vez: os criadores da obra, Florian Ortkrass, Stuart Wood e Hannes Koch queriam dar às pessoas a experiência de consguir controlar o tempo, digo, a chuva. Quem nunca saiu sem guarda-chuva e desejou que pudesse andar na rua sem se molhar ou pudesse controlar um pouquinho o tempo? Bem, acontece comigo all the time. O Rain room é isso, uma sala equipada de muita chuva e várias câmeras 3D sensoriais fixadas (e escondidas) no teto, assim cada pessoa e movimento que entra no espaço de 100m² é reconhecido. Ou seja, eu andei, abri os braços, tirei fotos, tudo debaixo de chuva e não me molhei.

A experiência é muito interessante e não me arrependo de ter esperado 3 horas por ela. Acho que quem vier pra Londres e tiver tempo livre, vale a pena conhecer, ela vai ficar exposta até 3 de março.
Enfim, depois de passar o dia todo na exposição no Barbican, entramos na lojinha oficial e que eu fiquei apaixonada, diga-se de passagem.

A parede de cartões e a prateleira gigante só de livros voltados ao design me ganharam no primeiro minuto. Não tivemos tempo suficiente nela porque a Mariana tinha compromisso as 18:30 e eu tinha que voltar pra casa, mas pretendo voltar lá logo logo e passar mais algumas horas me encantando com tudo que o lugar oferece.
Enfim, é isso! Essas foram minha quarta e quinta-feira! Adorei passar os dias com a Mariana e adoro o fato de que a gente gosta de fazer as mesmas coisas. Esse final de semana nós tínhamos compromissos e não pudemos sair juntar de novo, mas na Sexta-feira também saímos e foi mais um ótimo dia que também tenho um monte pra falar sobre. Amanhã posto sobre a sexta-feira depois que voltar da aula (amanhã volta tudo de novo, adeus férias). 😀

Boa semana pra todo mundo! :*
continuem mandando dicas pelo kik, tô amando! Meu kik é “thaiste” mesmo. Quando me faltar idéias do que postar, vou usar a que vocês tão me dando!